Empresas abrem capital na Bolsa em busca de investimentos

Oferta pública de ações pode ajudar na retomada do crescimento.
Nos últimos três anos, uma empresa abriu capital na bolsa por ano.

Empresas que querem se preparar para uma retomada dos negócios estão indo à Bolsa de Valores levantar o dinheiro para investir.

Pode parecer uma loucura uma empresa investir durante uma crise econômica. Mas pode ser também o pulo do gato. Como investir se o dinheiro em caixa está curto, se o dinheiro do banco está caro? Empresários, que enxergam esse momento de crise como uma oportunidade para crescer, não estão rapando o caixa, nem indo aos bancos.

Para conseguir o dinheiro, eles decidiram abrir o capital das empresas. Mas o que é isso? É o seguinte: o empresário transforma uma parte da companhia em ações. Coloca essas ações à venda na Bolsa de Valores, os investidores compram as ações e o empresário pega o dinheiro e investe no seu negócio. Foi o que acabou de fazer uma locadora de veículos.

“Você tem um investidor que acredita no seu plano de negócios, com uma visão muito mais de médio e longo prazo, e que ele vai ser remunerado através do que esse plano de negócios vai entregar”, explica o presidente da locadora Movida, Renato Franklin.

O processo de abertura do capital chama-se IPO, que na sigla em inglês quer dizer “oferta pública inicial de ações”. Controladores de uma locadora de veículos venderam 34% da empresa e arrecadaram quase R$ 600 milhões.

“Quando você cresce, você acaba contratando mais pessoas. Só em 2017, contratamos mais de 91 pessoas. Então a ideia é crescer mais ainda”, conta Fabio Costa, diretor de relações com investidores.

Nos últimos três anos, uma empresa abriu capital na Bolsa de Valores por ano. Em 2017, já foram três. Além de mais três já autorizadas e outras sete interessadas.

“A gente pode pensar que abertura de capital dessas empresas estão sinalizando uma perspectiva de melhora da economia. Essa perspectiva de melhora, se revertida em crescimento econômico, a gente vai ter geração de empregos”, explica Joelson Sampaio, professor de finanças da FGV EESP.

Para Gisele e Lidiane já aconteceu. As duas estavam desempregadas. “Ainda bem que agora deu certo e eu estou encaminhando”, diz a recepcionista. Elas foram contratadas por um centro de diagnósticos, a única empresa a abrir capital em 2016 e que planeja inaugurar mais três unidades até o meio de 2017.

“Mesmo em épocas de muita crise, é um segmento que continua crescendo, seja porque a população está envelhecendo, seja porque a população está ativa”, diz o presidente do grupo Alliar, Fernando Terni.

Portal G1 - SP
Publicação: 15/05/2017

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