Entenda o impacto da crise no governo na economia

Parlamentares da base aliada do governo e integrantes da equipe econômica avaliam que as reformas do presidente Michel Temer entram em estado de letargia até que eles tenham a dimensão exata do estrago provocado pelas delações dos executivos da JBS que atingem o presidente da República.

Entenda o que acontece com as reformas com a nova crise que atingiu o governo.

Como ficam as reformas trabalhista e da Previdência?

Em um primeiro momento, a crise deve paralisar o Congresso, travando o andamento das reformas, consideradas essenciais para restaurar o equilíbrio das contas do governo e recuperar a confiança dos investidores no país. "O governo estava na direção de conseguir a maioria dos votos, e uma denúncia dessa faz o governo perder a força junto aos deputados", disse Flávio Conde, analista da WhatsCall. "O Congresso vai parar", disse o economista Nelson Marconi, da FGV/EESP.

Qual será o impacto sobre a retomada da economia?

O aumento da incerteza política deve prejudicar o frágil processo de recuperação que se desenhava e afastar investimentos. "Se as denúncias se confirmarem, a atividade econômica vai levar mais tempo para sair do buraco", disse Rodrigo Melo, economista da Icatu Vanguarda. O setor agropecuário, que vinha apresentando índices positivos, deve manter o bom desempenho, segundo Marconi, da FGV

O que pode acontecer com a Bolsa e o dólar?

A reação imediata do mercado tende a ser brusca, segundo analistas. "O dia seguinte é sempre o dia do exagero: a Bolsa cai muito mais do que deveria cair e o dólar sobe mais do que deveria subir porque o cenário fica nebuloso", afirma Conde

Os juros vão subir?

A mudança do cenário político pode levar o Banco Central a rever o ritmo de corte da taxa básica de juros, a depender do comportamento do dólar e da expectativa de inflação. "O governo vai tentar manter o Banco Central imune a isso. Ele pode acabar não conseguindo baixar tanto a taxa de juros", avalia Fábio Klein, consultor da Tendências

O que pode ser feito para amenizar efeitos negativos?

O melhor neste momento seria blindar a agenda econômica, diz Zeina Latif, economista-chefe da XP Investimentos. Para ela, seria importante se o Congresso tivesse "maturidade" e preservasse as reformas

Folha Online - SP
Mercado Publicação: 18/05/2017

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