Zombie firms no Brasil: fragilidade financeira, contágio setorial, pandemia de covid-19 e recuperação judicial

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oai:repositorio.fgv.br:10438/37779
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https://hdl.handle.net/10438/37779
set_spec
FGV EESP - Escola de Economia de São Paulo
FGV EESP - MPE: Dissertações, Mestrado Profissional em Economia
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FGV EESP - Escola de Economia de São Paulo
FGV EESP - MPE: Dissertações, Mestrado Profissional em Economia
dc_type
Dissertation
dc_subject
Zombie firms
Fragilidade financeira
Recuperação judicial
Contágio intrasetorial
Diferença em diferenças (DiD)
Pandemia de COVID-19
Finanças corporativas
Financial fragility
Judicial recovery
Intra-sector contagion
Difference-in-differences (DiD)
COVID-19 pandemic
Corporate finance
Economia
Empresas - Finanças
Sociedades comerciais - Recuperação
Sociedades comerciais - Dividas
COVID-19 Pandemia, 2020- - Aspectos econômicos
Modelos econométricos
dc_contributor
Sampaio, Joelson Oliveira
Silva, Vinicius Augusto Brunassi
Escolas::EESP
Bueno, Rodrigo De Losso da Silveira
dc_creator
Szumanski, Caio Gabriel Sloboda
dc_description
Este estudo investiga a prevalência e os impactos das zombie firms no Brasil, definidas como empresas que permanecem em operação apesar de apresentarem fragilidade financeira crônica, baixa rentabilidade e elevada dependência de crédito. Com base em dados trimestrais de 375 companhias listadas na B3 entre 2010 e 2024, a análise combina regressões em painel com efeitos fixos, modelos de contágio intrasetorial e a abordagem de Diferenças em Diferenças (DiD), de modo a capturar tanto os efeitos diretos da zumbificação sobre indicadores financeiros das próprias firmas quanto os impactos indiretos sobre concorrentes mais saudáveis. Os resultados revelam que a presença de zombie firms no Brasil é estrutural, e não meramente cíclica, com forte concentração em setores regulados e intensivos em capital, como energia elétrica, comércio, vestuário, transporte e construção civil. Ademais, a discrepância entre a incidência de firmas zumbis e o número de pedidos formais de Recuperação Judicial sugere a persistência de fragilidades ocultas, compatíveis com a hipótese de zombie lending. A pandemia de COVID-19 atuou como catalisador, intensificando vulnerabilidades financeiras, ainda que políticas emergenciais de crédito tenham prolongado artificialmente a sobrevivência dessas empresas. Em conjunto, as evidências indicam que as zombie firms comprometem investimentos, elevam custos financeiros e fragilizam a dinâmica competitiva, representando riscos sistêmicos para a alocação de crédito, a eficiência setorial e a resiliência da economia brasileira.
This study investigates the prevalence and impacts of zombie firms in Brazil, defined as companies that persist in operation despite chronic financial weakness, low profitability, and high dependence on credit. Using quarterly data from 375 publicly listed firms between 2010 and 2024, the analysis employs fixed-effects panel regressions, intra-sector contagion models, and a Difference-in-Differences (DiD) approach to capture both the direct effects of zombification on firm-level financial indicators and the indirect spillovers on healthier competitors. The results reveal that the presence of zombie firms in Brazil is structural rather than cyclical, with significant concentration in regulated and capital-intensive sectors such as electricity, retail, apparel, transportation, and construction. Moreover, the discrepancy between the incidence of zombie firms and the formal number of bankruptcy protection filings suggests the persistence of hidden fragilities, consistent with the hypothesis of zombie lending. The COVID-19 pandemic acted as a catalyst, intensifying financial vulnerabilities while emergency credit policies temporarily prolonged the survival of insolvent firms. Overall, the findings highlight that zombie firms undermine investment, increase financial costs, and weaken competitive dynamics, posing systemic risks to credit allocation, sectoral efficiency, and the resilience of the Brazilian economy.
dc_date
2025-10-10T15:49:02Z
2025-09-23
dc_format
application/pdf
dc_identifier
https://hdl.handle.net/10438/37779
dc_language
por
dc_rights
openAccess