Agregar valor à exportação ainda é meta a ser alcançada

O País se encontra num momento de ajustes macroeconômicos, os setores se voltaram para o mercado externo. Porém, as exportações agropecuárias ainda possuem diferenças tributárias entre o produto in natura e o industrializado, mesmo que para a geração de maior receita seja necessário um aumento dos embarques de maior valor agregado.

Para o coordenador do centro de Agronegócios da FGV - GV Agro, presidente da Lide Agro e ex-ministro da agricultura, Rodrigo Rodrigues. “Não falta muito para agregarmos valor à produção brasileira, mas o que falta é complicado”.

Rodrigues diz que algumas medidas já poderiam ser aplicadas no País para que se tornasse o “supermercado” do mundo. “Questões ligadas a crédito e estímulo. O fato de um Estado ter isenção de ICMS e o vizinho, não, por exemplo, prejudica o andamento da cadeia produtiva”, entende o executivo.

“Discutir isso agora, com um cenário macroeconômico apertado fica mais difícil, mas que formem as políticas públicas, a implementação delas dependerá apenas de um processo”, afirma Rodrigues. Um dos entraves no aumento de exportações de maior valor agregado é causado pela incidência das escaladas tarifárias, que ocorrem quando os produtos transformados apresentam tarifas de importação superiores àquela aplicada sobre seus insumos, o que dificulta a entrada dessas mercadorias industrializadas ao mercado.

Data da publicação: 
22/04/2015
Compartilhe
Veja a lista completa de notícias

Receba as notícias da FGV EESP

A A A
Alto contraste

Nosso website coleta informações do seu dispositivo e da sua navegação por meio de cookies para permitir funcionalidades como: melhorar o funcionamento técnico das páginas, mensurar a audiência do website e oferecer produtos e serviços relevantes por meio de anúncios personalizados. Para saber mais sobre as informações e cookies que coletamos, acesse a nossa Política de Cookies e a nossa Política de Privacidade.