Cresce pós que junta diferentes disciplinas
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Instituições investem em cursos para formar profissionais com visão ampla de negócios
Francisco Alves, de 31 anos, faz um curso de pós-graduação em Economia, mas cerca de metade das aulas na sua grade ensina conteúdos de outras áreas, como cálculos de Engenharia, linguagens de programação para computadores e Direito Financeiro. Entre as optativas há disciplinas sobre inteligência artificial e Big Data, as grandes bases de dados virtuais. "Está vindo pela frente uma demanda muito grande de profissionais nessa área, e isso me incentivou a consolidar meus conhecimentos, a me posicionar", afirma o aluno do segundo ano do mestrado profissional em Economia com ênfase em Engenharia Financeira, oferecido pela Fundação Getulio Vargas (FGV EESP). A intenção desse curso é formar profissionais que usem a tecnologia para criar soluções no mercado financeiro. Como esse, existem muitos outros interdisciplinares, de programas de Administração que incluem disciplinas de Serviço Social a MBAs (Masters of Business Administration) que focam em Psicologia e comportamento de consumo.
A área multidisciplinar, que combina duas ou mais áreas de conhecimento, foi a que mais cresceu nos últimos anos entre os programas de mestrado, doutorado e mestrado profissional. Em seis anos, o número de matrículas aumentou mais de 100%. Se em 2010 havia 14,5 mil alunos matriculados em cursos de pós-graduação nessa área, em 2016 já eram 33,3 mil, segundo os últimos dados divulgados pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).A oferta de programas multidisciplinares foi de 318 para 615 no mesmo período um aumento de 93%.
Apesar da recessão econômica, houve crescimento dos cursos de pós-graduação como um todo no País. O número de matriculas aumentou mais de 40% em cinco anos. Segundo especialistas, o segmento deve continuar crescendo no curto prazo.
Entre as explicações para a expansão está a competitividade mais acirrada no mercado de trabalho. De acordo com especialistas, tem crescido o número empresas que procuram por profissionais que consigam atuar em mais de um departamento e lidar com profissionais com diferentes tipos de formação. "Hoje, as empresas privilegiam profissionais que têm essa formação mais interdisciplinar, porque serão pessoas que, em tese, terão mais facilidade em dialogar com as diversas áreas, de transitar por vários conhecimentos", diz a professora Andrea Ramal, doutora em Educação pela Pontificia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e especialista em desenvolvimento de lideranças empresariais.
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O Estado de S. Paulo - SP / EDU
Data de publicação: 25/02/2018