Desafios para o país liderar exportações de alimentos
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O Brasil, destinado a ocupar a posição de maior exportador de comida do planeta, faz uma avaliação crítica de suas condições reais. O setor produtivo chegou a conclusão de que o Brasil não tem um plano de mobilização coletiva que envolvem o campo, a indústria, o governo, o mercado e os investidores. Por outro lado, assumir a posição de maior exportador de alimentos fará muito bem para a economia brasileira, no médio e longo prazo.
A agricultura brasileira terá de crescer mais em produtividade do que em área, avalia o coordenador do Centro de Estudos do Agronegócio da FGV/EESP, Roberto Rodrigues. A renda do produtor, sujeito aos preços de mercado tanto para insumos quanto para os produtos finais, é determinada pelo resultado das tecnologias que utiliza, considera. A lucratividade tem sido maior para quem investe mais na melhor adubação ou na melhor semente, aponta.
Há, no entanto, uma necessidade de leis específicas para o setor, que considerem as condições de trabalho no campo e permitam salários atraente pois há considerável falta de mão de obra no campo e peso de encargos trabalhistas. O risco é de o país não ter profissionais qualificados a tarefas de rotina nas fazendas para ampliar a produção.
