Juro sobe e eleva dívida do Governo
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O Banco Central (BC) elevou a taxa básica de juros, com o objetivo de conter a inflação. Por decisão unânime o Comitê de Política Monetária (Copom) elevou a Selic em 0,5 ponto percentual, de 13,75% para 14,25% ao ano, registrando o maior patamar em nove anos. “O Comitê entende que a manutenção desse patamar da taxa básica de juros, por período suficientemente prolongado, é necessária para a convergência da inflação para a meta final de 2016”, afirmou o Copom em nota.
Nesse momento de crise política em que há a rápida deterioração do cenário econômico, ocorre a alta dos juros básicos. O Governo afirma que o reajuste das contas públicas será praticamente nulo e, o juro maior tende a contribuir com o aumento da dívida pública. A elevação da taxa ainda terá um impacto de R$ 7 bilhões no custo da dívida pública federal ao longo de 12 meses, de acordo com cálculos do professor da FGV/EESP, Clemens Nunes.
Para chegar ao número Nunes considerou o estoque da dívida bruta federal, que, segundo o dado mais recente do BC, soma R$ 3,5 trilhões. Esse impacto ocorre sobre a parcela da dívida atrelada à Selic. São R$ 547 bilhões em operações compromissadas do Banco Central. Assim, da dívida bruta, R$ 1,4 trilão é impactado pela Selic. Portanto, uma alta de um ponto percentual nos juros tem impacto de R$ 14 bilhões no custo da dívida pública ao longo de 12 meses – explica Nunes.