O Dólar opera em queda, vendido perto de R$ 3,69; Bolsa sobe 1%

O dólar comercial operava em queda nesta quinta-feira (1º). Por volta das 12h15, a moeda caía 0,9%, a R$ 3,689. Apesar da baixa, o dólar segue acima da cotação considerada "ideal" para o equilíbrio da economia, que é de R$ 3,20 a R$ 3,30, segundo a FGV EESP.

No mesmo horário, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, tinha alta de 0,98%, a 88.279,31 pontos.

Na véspera, o dólar fechou em alta de 0,87%, a R$ 3,723 na venda. O Ibovespa terminou o dia em alta de 0,62%, a 87.420,98 pontos. O valor do dólar divulgado diariamente pela imprensa, inclusive o UOL, refere-se ao dólar comercial. Para turistas, o valor sempre é maior.

Os investidores acompanham as movimentações em torno da formação do governo de Jair Bolsonaro (PSL).

O juiz federal Sergio Moro declarou que aceitou o convite do presidente eleito para ser ministro da Justiça no novo governo. Em nota, Moro disse que pretende implementar uma "forte agenda anticorrupção e anticrime organizado".

Além disso, informou que vai se afastar de novas audiências no âmbito da Lava Jato "para evitar controvérsias desnecessárias", mas declarou que a operação seguirá em Curitiba sob comando de outros juízes.

Resultados de empresas

O mercado acompanha também a temporada de balanços de empresas no início do mês de novembro. Na manhã desta quinta-feira, o Bradesco informou aumento de 13,7% no lucro do terceiro trimestre sobre o mesmo período do ano anterior, para R$ 5,471 bilhões.

Atuação do BC

O Banco Central vendeu nesta sessão 13,6 mil contratos de swap cambial tradicional, equivalente à venda futura de dólares.

Desta forma, rolou US$ 680 milhões do total de US$ 12,217 bilhões que vence em dezembro. Se mantiver essa oferta diária e vendê-la até o final do mês, terá feito a rolagem integral.

Na quarta-feira (31), o BC manteve taxa básica de juros (Selic) no seu menor nível, de 6,5% ao ano.

Dólar "ideal" considera equilíbrio da economia

O dólar "ideal" deveria estar hoje entre R$ 3,20 e R$ 3,30, segundo Emerson Marçal, coordenador do Centro de Economia Aplicada da Fundação Getulio Vargas (Cemap/FGVEESP), que realiza trimestralmente um estudo sobre a taxa de equilíbrio do câmbio.

A taxa de equilíbrio é uma cotação que não seja nem muito alta nem muito baixa, para não prejudicar nenhum setor. Os exportadores, por exemplo, precisam de dólar mais alto para os produtos brasileiros custarem menos no exterior. Por outro lado, se o dólar disparar, os produtos importados ficam muito caros e isso aumenta a inflação no Brasil.

Esse "dólar ideal" é calculado periodicamente e busca um equilíbrio nas contas externas. Essas contas incluem balança comercial (exportações e importações), trocas de serviços (como seguros internacionais e gastos de brasileiros em viagens ao exterior), remessas de lucros e dividendos, pagamentos da dívida externa e os investimentos estrangeiros no país.
 

Fonte: 
BOL Notícias - SP
Data da publicação: 
07/11/2018
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