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O pior ficou para trás?

2 min de leitura
18/06/2015

O Banco Central vem conseguindo evitar que a inflação fique fora dos intervalos propostos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) desde 2005. Em 2015, contudo, uma série de eventos deve fazer com que a inflação fique acima do teto pela primeira vez em uma década. A previsão para o índice de preços ao consumidor amplo (IPCA) realizada pelo Centro de Macroeconomia Aplicada da Escola de Economia de São Paulo da FGV é de cerca de 8,5% a.a., cifra bem acima do teto da meta. Apesar do número ruim em 2015, há espaço para que a inflação fique abaixo do teto da meta em 2016, o que contribuiria para manter a credibilidade do regime de metas de inflação.

O reajuste de preços de energia elétrica, a depreciação das taxas de câmbio, a alta de preços dos alimentos e uma política econômica pouco comprometida somam um conjunto de fatores que explica o estouro da meta em 2015. Em decorrência disso, é inevitável que haja aumento nos custos das empresas que desencadeia uma série de reajustes de preços de diversos itens, aponta Emerson Fernandes Marçal, coordenador do Centro de Macroeconomia Aplicada da FGV/EESP.

Marçal ainda reforça que há uma necessidade de que a política econômica combata tais repasses para evitar que a inflação se consolide em patamares ainda mais altos tornando o custo de sua redução muito mais alto à sociedade. Para isto, medidas na área fiscal, monetária e creditícia são necessárias. Os efeitos na redução da inflação decorrente da política econômica mais austera devem ser sentidos mais fortemente ao longo de 2016, diz.

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