Pedidos de falência crescem 36% no primeiro bimestre

A falta de confiança, a queda da atividade econômica e a restrição ao crédito elevaram em 36% os pedidos de falência no País. Só no mês de fevereiro o volume subiu 76,3% ante igual período de 2015.

De acordo com indicador do Serviço Central de Proteção ao Crédito da Boa Vista SCPC, os pedidos de recuperação judicial e as recuperações judiciais deferidas no acumulado do primeiro bimestre também seguiram tendência de alta, crescendo 216% e 181,5%, respectivamente.

Segundo o economista da Boa Vista, Flávio Calife, o comércio foi o mais afetado, com cerca de 25% dos casos. Ele afirma que é difícil ter expectativa de melhora no curto e médio prazo. "Ainda veremos a economia caminhando para trás ou de lado nos próximos anos", acrescenta. Isso porque as causas continuam, diz o economista. E, em um ambiente com recuo da atividade, as empresas têm dificuldade de gerar receita. "O impacto disso está no número de demissões, o que influencia no fluxo de caixa", diz.

Para o professor de economia da Escola de Economia de São Paulo da Fundação Getulio Vargas (FGV/EESP) Clemens Vinícius de Azevedo Nunes, ainda que haja expectativa de melhora para os próximos meses, a possibilidade de estabilização só virá em 2017, fazendo deste ano um período ainda pior. De acordo com os especialistas, os recentes esforços do governo para ampliar a concessão de crédito através de bancos públicos não terão resultados positivos.

Veículo: DCI Online - SP
Publicação: 03/03/2016

Data da publicação: 
03/03/2016
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