Professor Lucas Petroni organiza livro sobre autoritarismo e democracia no Brasil
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Publicação apresenta propostas para enfrentar a radicalização política e ampliar a resiliência das instituições brasileiras
O Prof. Lucas Petroni, da Escola de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV EESP), é um dos organizadores do livro “Como desarmar o autoritarismo no Brasil: uma agenda para a desradicalização”, publicado pela editora Tinta-da-China Brasil. A obra, organizada também por Conrado Hübner Mendes e Fernando Romani Sales, está em pré-venda e foi lançada durante a Feira do Livro de São Paulo, no dia 5 de junho.
Produzido pelo Centro de Análise da Liberdade e do Autoritarismo (LAUT), o livro busca compreender os desafios atuais da democracia no país a partir de uma pesquisa multidisciplinar que reúne 13 pesquisadoras e pesquisadores de áreas como direito, ciência política, segurança pública, comunicação, educação e religião.
Os textos analisam cinco arenas centrais da sociedade brasileira que têm sido alvo de investidas autoritárias: as forças armadas e as polícias, o sistema de justiça, a educação, os meios de comunicação e a religião. A partir desse diagnóstico, a obra apresenta uma agenda propositiva para fortalecer as instituições democráticas e ampliar a resiliência do país diante da radicalização autoritária.
Na publicação, o Prof. Lucas Petroni participa como especialista em teoria da democracia e justiça social, temas que desenvolve no LEAP, Laboratório de Ética e Economia da FGV EESP. Além de organizar a obra, ele também assina capítulos ao longo do volume.
Segundo o professor, a principal contribuição do livro é oferecer uma agenda concreta de reformas institucionais para fortalecer a democracia brasileira diante da radicalização de grupos autoritários.
“Mais do que diagnosticar o problema, a obra propõe caminhos factíveis para aumentar a resiliência democrática do país, uma discussão especialmente importante em ano eleitoral”, afirma.
Para Petroni, a defesa da democracia exige ações que ultrapassem a reação imediata às crises.
“O livro mostra que defender a democracia não é apenas reagir a crises. É também redesenhar instituições e práticas capazes de sustentar, no médio prazo, uma sociedade mais plural, justa e democrática”, destaca o professor.
O livro conta com orelha assinada por Lilia Moritz Schwarcz e reúne, entre autoras e autores, Carolina Ricardo, Samira Bueno, Francisco Brito Cruz, Nina Santos, Lívia Reis e Carô Evangelista.